domingo, 3 de julho de 2011

Telescópio Kepler descobre sistema solar distante



O telescópio espacial Kepler detectou seis planetas que orbitam em redor de uma estrela similar ao nosso Sol. Além disso, descobriu mais de mil possíveis novos planetas fora do sistema solar.

O anúncio foi feito numa conferência de imprensa, onde os cientistas se referiram a esta como a mais importante descoberta na procura de exoplanetas (aqueles que orbitam à volta de estrelas que não o Sol) nos últimos 15 anos.

O novo sistema planetário foi encontrado pelo satélite Kepler, da Nasa, ao redor de uma estrela baptizada de Kepler-11, situada a 2 mil anos-luz da Terra.

Cinco dos planetas agora descobertos estão muito próximos da sua estrela e percorrem a sua órbita completa em 10 a 47 dias. Muito quentes, estão longe de oferecer condições propícias à vida. O sexto planeta, mais longe da estrela, percorre a sua órbita em 118 dias.

Na conferência de imprensa, a NASA anunciou ainda que o telescópio Kepler registou mais de mil possíveis planetas fora do nosso sistema solar. Quer isto dizer que o número de exoplanetas pode duplicar: até hoje sabe-se da existência de 500. A existência desses exoplanetas ainda não foi confirmada, mas a expectativa é que 90 por cento sejam confirmados.

Lançado em 2009 pela NASA, o telescópio espacial Kepler tinha como missão procurar planetas irmãos da Terra susceptíveis de sustentar vida, ao observar mais de 100 mil estrelas parecidas com o Sol.

Adaptado do Jornal Diário de Noticias de 3 de Fevereiro de 2011

Ciêntistas descobrem planeta habitável a 20 anos-luz de distância da Terra

Descoberto “monstro de luz” vindo da juventude do Universo



A luz que nos chega hoje de estrelas longínquas levou milhões de anos a atravessar o espaço e é um retrato do passado desses astros. É por isso que os cientistas procuram objectos antigos que revelam detalhes do início dos tempos.
Desta vez, encontraram o mais antigo quasar, um monstro de matéria que expulsa luz e ilumina tudo à volta, com 12,9 mil milhões de anos. A descoberta foi publicada nesta quinta-feira, na revista Nature.

O quasar agora descoberto tem 2000 milhões de vezes a massa do Sol e brilha o equivalente a 63 biliões de sóis. Seria de pensar que quem olhasse para o céu nocturno poderia observar este quasar, mas não. Nos 12,9 mil milhões de anos que a luz demorou a chegar à Terra o Universo expandiu-se e a luz "esticou-se". O comprimento de onda dos fotões que compõem esta luz foi desviado para o infravermelho, ou seja, para lá do espectro visível, fora do alcance do olho humano.

O Universo tem aproximadamente 13,7 mil milhões de anos. O mais antigo quasar até agora descoberto era de 870 milhões de anos depois do início, o novo objecto é mais velho – apareceu 100 milhões de anos antes, ou seja, 770 milhões de anos depois do Big Bang. Apesar de já se terem identificado explosões de raios gama de estrelas mais antigas, as propriedades dos quasares são muito informativas do que se passava à volta naquela época.

Os quasares existem normalmente no centro de galáxias que têm buracos negros extremamente grandes, e atraem matéria e mais matéria. “O buraco negro super massivo é escuro, mas tem um disco de gás ou de pó à volta que se tornou tão quente que vai ser mais brilhante do que uma galáxia inteira de estrelas”, disse citado pela BBC News Daniel Mortlock, o primeiro autor do artigo, também do Imperial College.

Adaptado do Jornal Público de 3/Julho/2011

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