quarta-feira, 25 de novembro de 2009

terça-feira, 24 de novembro de 2009

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

GRUPO LOCAL - GRUPO DO GALÁXIAS MAIS PRÓXIMAS DA NOSSA DO QUE OUTRAS


A Galáxia de Andrómeda (M31) e as suas companheiras M32 e M110 fazem todas parte do Grupo Local de galáxias. Crédito: Jason Ware.

A matéria não se distribui ao acaso no Universo. Ela surge organizada em estruturas que parecem encaixar umas nas outras, tal como se fossem as peças de um puzzle. Estrelas que encaixam em galáxias, galáxias que encaixam em grupos de galáxias, grupos de galáxias que encaixam em super grupos de galáxias. É a força gravítica a responsável de toda esta arquitectura do Universo, surgindo como o factor de organização de sistemas dinâmicos e em equilíbrio relativo. É possível verificar a existência de grupos de galáxias, constituídos por algumas dezenas de membros, que orbitam em torno de um centro de massa comum. Estes grupos de galáxias podem-se agrupar em super grupos de galáxias, nos quais a troca de matéria entre eles é evidente e com um interesse de estudo substancial.

É consensual definir como Grupo Local de galáxias (GL) um conjunto restrito de galáxias, incluindo a Via Láctea, que orbitam em torno de um centro de massa comum. Ao longo dos próximos textos ir-se-á tentar transmitir a ideia de como surgem organizadas estas estruturas no Universo, na qual a Humanidade se insere.

Para saber mais click

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Investigadora portuguesa distinguida pela Organização Europeia de Biologia Molecular


A cientista Mónica Bettencourt Dias foi hoje distinguida pela Organização Europeia de Biologia Molecular (EMBO, na sigla em inglês) ao ser incluída na lista anual do organismo dos mais talentosos jovens cientistas da Europa.
A investigadora, que dirige o Laboratório de Regulação do Ciclo Celular do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), foi um dos 17 seleccionados neste programa da EMBO, entre 123 candidaturas. Os cientistas distinguidos são de nove países diferentes, com uma média de idades de 36 anos.

Criado há sete anos, o programa destina-se a identificar os mais prometedores e criativos jovens cientistas europeus, aos quais é facultada ajuda académica, prática e financeira para os anos cruciais das suas carreiras.

Contactada pela Lusa, Mónica Bettencourt Dias congratulou-se com a distinção, tanto pelo que significa de reconhecimento do seu trabalho, como pelas portas que lhe abre. “Acho importante porque reconhece e dá visibilidade internacional à Ciência que se faz em Portugal, que está a crescer, e isso atrai mais colaborações e mais financiamentos”, disse a investigadora.

Por outro lado, para Mónica Bettencourt Dias “o prémio facilita uma rede de contactos, de pessoas e de utilizações de instituições e de equipamentos a que não teria acesso de outra maneira, o que representa uma grande vantagem para o meu laboratório”.

A distinção da EMBO implica a atribuição de 15 mil euros anuais durante quatro anos pelo país-membro da EMBO onde se encontra o laboratório do investigador, neste caso através da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

O trabalho que desenvolve desde 2006 no IGC incide nos mecanismos de divisão celular e já mereceu a Mónica Bettencourt Dias, no ano passado, uma “Bolsa de Instalação” da EMBO para estudar a formação do centrosoma, uma estrutura das células que ajuda a regular a sua multiplicação e cuja compreensão pode abrir caminho a novos marcadores de diagnóstico e prognóstico em casos de cancro, bem como a novos alvos terapêuticos.

Mónica Bettencourt Dias é licenciada em Bioquímica pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e regressou em 2006 de Inglaterra, onde se doutorou em Biologia Celular no University College of London.

notícia extraída de Publico.pt - 4 de Novembro de 2009

domingo, 1 de novembro de 2009

Água dos oceanos trazida por asteróides cobertos de gelo


Um estudo hoje publicado na revista Nature revela que a água dos oceanos foi trazida à Terra por asteróides cobertos de gelo. O resultado desta investigação contraria a ideia geralmente aceite de que os oceanos e a atmosfera se formaram a partir de gases vulcânicos.

Segundo o principal autor do estudo, o geoquímico francês Francis Albarède, da Escola Normal Superior de Lyon, "asteróides gigantes cobertos de gelo" chocaram com a Terra entre 80 e 130 milhões de anos depois da formação do planeta, trazendo-lhes as suas reservas de água.

Ao introduzir-se no manto terrestre, essa água permitiu o aparecimento da "tectónica das placas, que poderá ter sido crucial para o aparecimento da vida", sublinha o investigador.
Fenómeno responsável pela atmosfera

O fenómeno seria também responsável pela formação da atmosfera, até agora atribuída a "vapores emitidos durante o dealbar do nosso planeta", afirma o investigador num comunicado divulgado pelo Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS) de França.

"A Lua e a Terra eram basicamente secos logo após a formação da Lua, na sequência de um impacto gigante na proto-Terra"" (primeiro estado geológico da Terra), lê-se no comunicado.

Tendo em conta cálculos recentes, as temperaturas eram demasiado elevadas entre o Sol nos seus inícios e a órbita de Júpiter para que elementos voláteis, como vapor de água, pudessem condensar-se nos "embriões planetários".
Muito mais a investigar

Comparando Marte, Vénus e a Terra, três planetas com histórias diferentes, o que distingue a Terra é a existência de placas tectónicas, de oceanos líquidos e de vida.

Num momento em que se procuram planetas extra-solares, deveria tentar saber-se por que razão estes três planetas do Sistema Solar são tão diferentes, sugere o cientista francês.

Extraído do Semanário Expresso de 01/11/2009

Melodias