Cientistas britânicos e norte-americanos criaram a primeira árvore da vida digital, uma página na Internet onde se podem consultar as relações entre milhares de espécies e remontar-se até ao ancestral comum de que descendem. «OneZoom» pretende agrupar todas as espécies vivas que se conhecem. O projecto é apresentado na «PLOS Biology».
Desde a publicação de «A Origem das Espécies», de Charles Darwin, em 1859, que os biólogos têm trabalhado para elaborar mapas que permitam relacionar todas as espécies; mas o grande volume de informação disponível dificulta o desenho destes esquemas em papel.
A tecnologia utilizada pelos mapas digitais, que permitem a aproximação e afastamento de determinado ponto, inspirou os especialistas a elaborar esta árvore interactiva, cujo interface simula o do Google Earth.
Filme apresentado no encontro anglo-germânico de Astronomia em Manchester
Cientistas da Universidade de Aberystwyth (Reino Unido) divulgam uma filmagem realizada em Setembro de 2011, de um tornado solar cinco vezes maior do que a Terra.
O gigantesco tornado "único e espectacular" foi detetado pelo observatório solar (SDO), um satélite da NASA, lançado há dois anos e que tem por missão estudar o comportamento da nossa estrela , o Sol, sendo que é a primeira vez que um tornado desta dimensão é filmado.
Antes, o satélite SOHO tinha já descoberto tornados mais pequenos, “mas que não puderam ser gravados”, diz o investigador Xing Li, um dos cientistas que descobriu o fenómeno. A equipa acredita que o tornado está relacionado com o desencadeamento das tempestades solares, que se registaram naquele mês.
Tem 78 anos, corre dez quilómetros todos os dias e toma sempre duche
de água fria. Está aposentado mas continua a fazer investigação em
Botânica e a defender a preservação do ambiente através das palestras
que faz pelas escolas. Jorge Paiva diz que não lhe resta “muito futuro”
mas com tudo o que actualmente faz ainda aceitou o convite para fazer
um documentário que vai começar a ser filmado este ano e que implica
várias viagens aos Trópicos “para recriar as explorações botânicas que a Universidade de Coimbra fez há dois séculos”.
Aventuras na floresta
Tem percorrido e continua a percorrer a Europa, particularmente a
Península Ibérica, Ilhas Macaronésicas, África, América do Sul e Ásia. “Conheço as florestas equatoriais de todos os Continentes", garante.
De todas as viagens guarda na memória aventuras para contar. Uma vez, na
África Oriental, enquanto colhia plantas, deparou-se com um elefante
apenas a cinco metros de distância. Numa outra expedição dormiu no jipe
rodeado de leões e nesse mesmo veículo foi atacado por um búfalo.
Episódios que diz serem “nada de especial” pois acredita que “é mais fácil morrer atropelado em Lisboa do que com um problema na selva”.
Aventureiro como poucos, aos 60 anos de idade decidiu ir para a Amazónia fazer uma demonstração. “Estive
duas semanas nas margens do Rio da Dúvida, todo nu e sozinho, para
demonstrar que sem biodiversidade não vamos sobreviver mas sem dinheiro
isso é possível. Fui completamente picado mas foi muito engraçado, comia
o que os símios comiam”, lembra. Espécie que destrói
Uma das coisas que ainda hoje lhe dá prazer é enviar, todos os anos, a
duas mil pessoas e entidades um cartão de boas festas sobre problemas
ambientais. “Já faço isto há 22 anos porque muitos antigos alunos meus dão aulas com os temas que lá estão e já se habituaram àquilo”, afirma.
De personalidade humilde, não dá grande importância ao facto de ter
cinco plantas que adoptaram o seu último nome como homenagem ao seu
contributo para a botânica mundial. A última, como noticiou o Ciência Hoje, foi descoberta por César Garcia e apelidada de Dendroceros paivae. “Não acho isso extraordinário, talvez mais importante é ter dado nome a espécies de plantas, fui autor de 140 nomes”, explica.
Jorge Paiva, actualmente a caminho dos 79 anos de idade, anima-se por
ainda poder fazer educação ambiental. O que o desanima é não haver mais
gente a fazer o mesmo e a impedir a destruição da biodiversidade. “Somos uma espécie estúpida porque estamos a destruir o ecossistema onde vivemos, mais nenhuma espécie faz isto!”, diz.
Adaptado de Ciência Hoje de 23 de Fevereiro de 2012
Além da sua “forte importância geológica”, pois encontram-se nas zonas de junção de placas tectónicas, as fontes hidrotermais são também importantes pela sua diversidade biológica. Ana Hilário, da Universidade de Aveiro (Centro de Estudos do Ambiente e do Mar – CESAM), participou numa investigação que a levou a fontes hidrotermais nos fundos marinhos do East Scotia Ridge, Antárctida, no âmbito do Programa Census of Marine Life.
Em conversa com o «Ciência Hoje», a investigadora explicou que “foram encontradas espécies até agora desconhecidas”, como o chamado ‘caranguejo yeti’ ou uma estrela predadora com sete braços. Foram também encontradas “combinações de espécies ainda não registadas, como a existência, no mesmo habitat, de caranguejos e percebes”.
Nas fontes hidrotermais as condições são extremas. “O fluído que sai da chaminé está 400 graus célsius e a água ao seu redor ronda os 8/12 graus”, explica. Além disso, são libertados químicos tóxicos. “A maior parte das formas de vida usa-os como fonte de energia. Dependem não da fotossíntese, mas sim da quimiossíntese”, diz a investigadora.
“Havia razões biogeográficas para querermos estudar estas fontes. Já conhecíamos o Atlântico, o Pacífico, o Índico. Faltava a conexão que seria a Antárctida”. Aqui, as fontes hidrotermais albergam “fauna completamente diferente” da que se conhecia até agora.
“Não só encontramos espécies que não conhecíamos como demos conta de combinações de espécies que não tínhamos ainda registado”. A investigação envolveu três missões em três anos sucessivos – 2009, 2010 e 2011. “No primeiro foi só feita observação e nos dois seguintes recolhemos amostras. Estamos agora a fazer a descrição formal das espécies novas e tentar obter financiamento para continuar as investigações”.