terça-feira, 1 de maio de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Tornado Solar Gigante
Tornado Solar gigante filmado pela primeira vez
Filme apresentado no encontro anglo-germânico de Astronomia em Manchester
Cientistas da Universidade de Aberystwyth (Reino Unido) divulgam uma filmagem realizada em Setembro de 2011, de um tornado solar cinco vezes maior do que a Terra.
O gigantesco tornado "único e espectacular" foi detetado pelo observatório solar (SDO), um satélite da NASA, lançado há dois anos e que tem por missão estudar o comportamento da nossa estrela , o Sol, sendo que é a primeira vez que um tornado desta dimensão é filmado.
Antes, o satélite SOHO tinha já descoberto tornados mais pequenos, “mas que não puderam ser gravados”, diz o investigador Xing Li, um dos cientistas que descobriu o fenómeno. A equipa acredita que o tornado está relacionado com o desencadeamento das tempestades solares, que se registaram naquele mês.
Para saber mais e visualizar o filme click
Adaptado de Ciência Hoje de 2 de Abril de 2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Dr. Jorge Paiva
Tem 78 anos, corre dez quilómetros todos os dias e toma sempre duche
de água fria. Está aposentado mas continua a fazer investigação em
Botânica e a defender a preservação do ambiente através das palestras
que faz pelas escolas. Jorge Paiva diz que não lhe resta “muito futuro”
mas com tudo o que actualmente faz ainda aceitou o convite para fazer
um documentário que vai começar a ser filmado este ano e que implica
várias viagens aos Trópicos “para recriar as explorações botânicas que a Universidade de Coimbra fez há dois séculos”.
Aventuras na floresta
Tem percorrido e continua a percorrer a Europa, particularmente a Península Ibérica, Ilhas Macaronésicas, África, América do Sul e Ásia. “Conheço as florestas equatoriais de todos os Continentes", garante.
De todas as viagens guarda na memória aventuras para contar. Uma vez, na África Oriental, enquanto colhia plantas, deparou-se com um elefante apenas a cinco metros de distância. Numa outra expedição dormiu no jipe rodeado de leões e nesse mesmo veículo foi atacado por um búfalo. Episódios que diz serem “nada de especial” pois acredita que “é mais fácil morrer atropelado em Lisboa do que com um problema na selva”.
Aventureiro como poucos, aos 60 anos de idade decidiu ir para a Amazónia fazer uma demonstração. “Estive duas semanas nas margens do Rio da Dúvida, todo nu e sozinho, para demonstrar que sem biodiversidade não vamos sobreviver mas sem dinheiro isso é possível. Fui completamente picado mas foi muito engraçado, comia o que os símios comiam”, lembra.
Espécie que destrói
Uma das coisas que ainda hoje lhe dá prazer é enviar, todos os anos, a duas mil pessoas e entidades um cartão de boas festas sobre problemas ambientais. “Já faço isto há 22 anos porque muitos antigos alunos meus dão aulas com os temas que lá estão e já se habituaram àquilo”, afirma.
De personalidade humilde, não dá grande importância ao facto de ter cinco plantas que adoptaram o seu último nome como homenagem ao seu contributo para a botânica mundial. A última, como noticiou o Ciência Hoje, foi descoberta por César Garcia e apelidada de Dendroceros paivae. “Não acho isso extraordinário, talvez mais importante é ter dado nome a espécies de plantas, fui autor de 140 nomes”, explica.
Jorge Paiva, actualmente a caminho dos 79 anos de idade, anima-se por ainda poder fazer educação ambiental. O que o desanima é não haver mais gente a fazer o mesmo e a impedir a destruição da biodiversidade. “Somos uma espécie estúpida porque estamos a destruir o ecossistema onde vivemos, mais nenhuma espécie faz isto!”, diz.
Adaptado de Ciência Hoje de 23 de Fevereiro de 2012
Aventuras na floresta
Tem percorrido e continua a percorrer a Europa, particularmente a Península Ibérica, Ilhas Macaronésicas, África, América do Sul e Ásia. “Conheço as florestas equatoriais de todos os Continentes", garante.
De todas as viagens guarda na memória aventuras para contar. Uma vez, na África Oriental, enquanto colhia plantas, deparou-se com um elefante apenas a cinco metros de distância. Numa outra expedição dormiu no jipe rodeado de leões e nesse mesmo veículo foi atacado por um búfalo. Episódios que diz serem “nada de especial” pois acredita que “é mais fácil morrer atropelado em Lisboa do que com um problema na selva”.
Aventureiro como poucos, aos 60 anos de idade decidiu ir para a Amazónia fazer uma demonstração. “Estive duas semanas nas margens do Rio da Dúvida, todo nu e sozinho, para demonstrar que sem biodiversidade não vamos sobreviver mas sem dinheiro isso é possível. Fui completamente picado mas foi muito engraçado, comia o que os símios comiam”, lembra.
Espécie que destrói
Uma das coisas que ainda hoje lhe dá prazer é enviar, todos os anos, a duas mil pessoas e entidades um cartão de boas festas sobre problemas ambientais. “Já faço isto há 22 anos porque muitos antigos alunos meus dão aulas com os temas que lá estão e já se habituaram àquilo”, afirma.
De personalidade humilde, não dá grande importância ao facto de ter cinco plantas que adoptaram o seu último nome como homenagem ao seu contributo para a botânica mundial. A última, como noticiou o Ciência Hoje, foi descoberta por César Garcia e apelidada de Dendroceros paivae. “Não acho isso extraordinário, talvez mais importante é ter dado nome a espécies de plantas, fui autor de 140 nomes”, explica.
Jorge Paiva, actualmente a caminho dos 79 anos de idade, anima-se por ainda poder fazer educação ambiental. O que o desanima é não haver mais gente a fazer o mesmo e a impedir a destruição da biodiversidade. “Somos uma espécie estúpida porque estamos a destruir o ecossistema onde vivemos, mais nenhuma espécie faz isto!”, diz.
Adaptado de Ciência Hoje de 23 de Fevereiro de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Fontes hidrotermais da Antártida
Além da sua “forte importância geológica”, pois encontram-se nas zonas de junção de placas tectónicas, as fontes hidrotermais são também importantes pela sua diversidade biológica. Ana Hilário, da Universidade de Aveiro (Centro de Estudos do Ambiente e do Mar – CESAM), participou numa investigação que a levou a fontes hidrotermais nos fundos marinhos do East Scotia Ridge, Antárctida, no âmbito do Programa Census of Marine Life.
Em conversa com o «Ciência Hoje», a investigadora explicou que “foram encontradas espécies até agora desconhecidas”, como o chamado ‘caranguejo yeti’ ou uma estrela predadora com sete braços. Foram também encontradas “combinações de espécies ainda não registadas, como a existência, no mesmo habitat, de caranguejos e percebes”.
Nas fontes hidrotermais as condições são extremas. “O fluído que sai da chaminé está 400 graus célsius e a água ao seu redor ronda os 8/12 graus”, explica. Além disso, são libertados químicos tóxicos. “A maior parte das formas de vida usa-os como fonte de energia. Dependem não da fotossíntese, mas sim da quimiossíntese”, diz a investigadora.
“Havia razões biogeográficas para querermos estudar estas fontes. Já conhecíamos o Atlântico, o Pacífico, o Índico. Faltava a conexão que seria a Antárctida”. Aqui, as fontes hidrotermais albergam “fauna completamente diferente” da que se conhecia até agora.
“Não só encontramos espécies que não conhecíamos como demos conta de combinações de espécies que não tínhamos ainda registado”. A investigação envolveu três missões em três anos sucessivos – 2009, 2010 e 2011. “No primeiro foi só feita observação e nos dois seguintes recolhemos amostras. Estamos agora a fazer a descrição formal das espécies novas e tentar obter financiamento para continuar as investigações”.
Adaptado de Ciência Hoje
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Lynn Margulis, autoridade mundial em Biologia Evolutiva, morre aos 73 anos

Morreu a cientista americana Lynn Margulis. Não quero deixar de lhe prestar a minha homenagem.
Lynn Margulis foi conhecida pelos seus trabalhos sobre a origem e evolução das células, foi considerada uma autoridade em Biologia Evolutiva, morreu aos 73 anos em sua casa em Amherst (Massachusetts, Estados Unidos), em consequência de um acidente vascular cerebral que sofreu recentemente.
A cientista ficou conhecida pela sua Teoria Endossimbiótica, que desafia as teorias neodarwinistas na medida em que considera que as variações herdadas não se devem a mutações ao acaso, mas à interação entre os organismos. Segundo Margulis, a origem das primeiras células eucarióticas deu-se a partir da fusão e simbiose de bactérias primitivas há milhões de anos.
Lynn Margulis, doutora honoris causa pela Universidade Autónoma de Madrid e agraciada com a Medalha Nacional de Ciência dos EUA em 1999, foi também uma das impulsoras, ao lado do britânico James Lovelock, da Teoria de Gaia que defende que o meio ambiente mudou devido ao comportamento dos seres vivos que habitam a Terra e à sua interacção com o ambiente, enquanto outras teorias falam de adaptação dos organismos a um determinado ambiente.
Nascida em Chicago em 1938, entrou na Universidade de Chicago quando tinha 14 anos. Formada em Zoologia e Genética pela Universidade de Wisconsin, também era doutora em Genética pela Universidade da Califórnia e co-diretora do departamento de Biologia Planetária da NASA . Era membro da Academia de Ciências dos EUA desde 1983, da Academia Russa de Ciências Naturais desde 1997 e da Academia Americana de Artes e Ciências desde 1998, além da Sociedade Internacional para o Estudo da Origem da Vida e a Sociedade Catalã de Biologia.
A sua obra imprime uma nova visão à microbiologia e ajuda a posicionar a espécie humana em relação à natureza e inclusivamente aos microorganismos.
Lynn Margulis foi casada com o astrónomo Carl Sagan, um divulgador da ciência que ganhou fama mundial com seu programa de televisão "Cosmos", falecido em 1996, com quem teve um filho,o poeta Dorion Sagan, que colaborou com ela em diversas publicações.
Lynn Margulis publicou numerosos artigos e livros. O seu livro "Simbiose na evolução da célula" (1981) é considerado um clássico da Biologia do século 20.
sábado, 26 de novembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
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